segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Espetáculo coloca morte em discussão

O espetáculo contará com a
participação especial de Lorenza Mucida
Por Gislene Mariano
Na próxima quarta-feira, dia 29, o Núcleo de Literatura
e Filosofia do CISO trará o espetáculo “Vestida de Cetim”,
no auditório do colégio, às 17h30min. Realizado pelo grupo de
teatro do curso de
filosofia da UESC, Laboratório Criativo, o espetáculo irá
abordar o tema da morte, vista sob vários olhares.
O evento será coordenado pela professora Irlane Venancio,
sob a direção de Lucas Oliveira. O elenco será composto
por Anne Silva, Marcia Mascarenhas, Hans Muller,
Lucas Oliveira e Lorenza Mucida. O ingresso custa R$ 3,00.
Além do espetáculo, terá também palestras
com o tema “A liberdade e a morte”.
A Profª Ms. Sílvia Smith fará uma abordagem literária do tema,
enquanto o Prof. Antonio Oliveira fará uma abordagem filosófica.
Durante as apresentações, acontecerão intervenções
musicais e artísticas feitas pelos alunos do CISO.

Para abordar o tema do espetáculo, foram utilizados
os textos Geni e o Zepelim de Chico Buarque,
Acorda pra Morte Moça de Márcia Mascarenhas
e outros textos que enfocam o referido assunto.
O eixo norteador que liga as diversas representações da morte
assenta-se na filosofia existencialista de Sartre, Heidegger
e Schopenhauer,
tendo em vista a inevitabilidade da morte,
bem como a visão desta como fator de afirmação da própria existência.
Nessa perspectiva, a morte é tomada dentro de várias concepções,
desde uma visão bastante materialista,
como nos poemas de Augusto dos Anjos,
evoluindo para a concepção da morte numa acepção metafórica alusiva
a descontração/reconstrução perene dos valores morais,
éticos, políticos e sociais que caracterizam o universo hermenêutico.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vestida de Cetim


O laboratório Criativo retorna aos corredores da UESC, com a montagem: Vestida de Cetim.
"O Espetáculo aborda o tema morte, vista sob vários olhares. Para isso foram utilizados os textos Geni e o Zepelim de Chico Buarque, Acorda pra Morte Moça de Macia Mascarenhas e diversos outros textos que enfocam o referido tema. O eixo norteador que liga as diversas representações da morte acenta-se na filosofia existencialista de Sartre, Heidegger e Schopenhauer, tendo em vista a inevitabilidade da morte, bem como a visão desta como fator de afirmação da própria existência. Nessa perspectiva a morte é tomada dentro de várias concepções, desde uma visão bastante materialista como nos poemas de Augusto dos anjos, evoluindo para a concepção da morte numa acepção metafórica alusiva a descontração/reconstrução perene dos valores morais, éticos, políticos e sociais que caracterizam o universo hermenêutico."

E HOJE( 03/09/10), O ESPETACULO ABRE SUAS PORTAS PARA O PUBLICO .
ÀS 18:00 O ESPETÁCULO VAI SER APRESENTADO NA UESC, NO PAVILHÃO DE FILOSOFIA (CALOURADA DE FILOSOFIA)
VAI TER MUITA POESIA, MUITA MUSICA E MUITA ARTE!

ESTÃO TODOS OFICIALMENTE CONVIDADOS.


AGUARDO VOCÊS.




terça-feira, 10 de agosto de 2010

Da Germinação ao Combate Universal

Da Germinação ao Combate Universal
Olá amantes das artes, o Laboratório Criativo partiu de uma idéia de alguns alunos do curso de Filosofia da UESC, (começado assim o Laboratório Criativo a partir do segundo semestre de 2009) para realização de apresentações e estudos sobre o teatro e diversas manifestações de arte, sendo realizado na academia e onde a Arte nos conduzir. Dentre as apresentações estão:

Miserere Nobis– texto de autor: desconhecido। Adaptação: Laboratório Criativo;

Homenagem a Carlos Marighella em memória de seus 40 anos de morte - Poema: "Liberdade" autor: Carlos Marighella. Adaptação: Laboratório Criativo, Atrizes: Elaine Bela vista, Márcia Mascarenhas e Tacila Sousa;

Conflito entre almas - autores: Hans Muller e Márcia Mascarenhas;

O caso do vestido (Carlos Drummond de Andrade), Atores:Elaine Bela vista, Márcia Mascarenhas, Hans Muller, Poliana Lopes e Mariana Bisneta. Direção: Lucas Oliveira;

Lançamento do livro: casinha-que-anda: uma aventura inesquecível. Adaptação: Laboratório Criativo. Atores: Hans Muller, Márcia Mascarenhas e Tacila Sousa, Trilha sonora:Enéias Nunes

Depois do sucesso no ( Drink Filosófico - A Morte: um tema sobre vários olhares ), a performance: Acorda pra morte, Moça!, Texto: Geni e o Zepelim (Chico Buarque de Holanda), Acorda pra morte, moça! (Márcia Mascarenhas) adaptação: Laboratório Criativo, Atores: Lucas Oliveira, Márcia Mascarenhas , Tacila Sousa e Hans Muller। Trilha sonora: Enéias Nunes, junto com o monólogo "a morte pede passagem" com Lorenza Mucida, contendo trechos de poemas de Augusto dos Anjos e Charles-Pierre Baudelaire, apresentou a performance no Dia 22 de Julho, na Quadra da Escola Amélia Amado (ITABUNA).


PS: Qualquer informação sobre a performance ou o Laboratório Criativo:
hansbss@hotmail.com
mahjahjah_fr@hotmail.com
lucasator40@bol.com.br

[Por: Hans Muller]

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Não percam

DIA 22 DE JULHO NO COLÉGIO AMELIA AMADO, ÀS 18:00
ACORDA PRA MORTE, MOÇA!
ENTRADA : 2,00 R$
CONTO COM SUA PRESENÇA

domingo, 27 de junho de 2010

Programação Cultural

Segue programação das apresentações que serão realizadas Pelo Clube dos poetas, Laboratório Criativo e Grupo Vozes no mês de Julho:

A Mala da Decadência: Dia 8 de Julho, às 19:00 no Centro de cultura Adonias Filho.( ITABUNA). Entrada: Uma Lata de Leite em pó que será doado ao Abrigo São Francisco de Assis.

Quincas Berro D'agua: Dia 9 e 10 de Julho, às 19:30, no Centro de Cultura Adonias Filho (ITABUNA). Entrada: 20,00 (Inteira), 10,00 (Meia).

Acorda pra morte, Moça: Dia 16 de Julho, às 18:30 , na Quadra da Escola Amélia Amado (ITABUNA). Entrada: 2,00.

Quincas Berro D'agua: Dia 30 e 31 de Julho, às 19:30, na Casa dos Artistas, de Ilhéus. Entrada: 10,00 (Inteira), 5,00 (Meia)

domingo, 16 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Drink Filosofico

Venha você também para o Drink Filosofico:

Quando?
Dia 26 de maio
Onde?
"Céu" da UESC
Horario?
18:30
Tema?
A morte, um tema sobre varios olhares.
Quanto?
Entrada Franca.

domingo, 25 de abril de 2010

CONVITE

Clique na imagem para amplia-la

O laboratorio Criativo convida a todos para o lançamento do livro da Tica Simões nos dias 26 e 27, em Itabuna e Ilhéus, respectivamente. O evento contará com uma apresentação artistica que abordará cenas do livro.

Aguardamos vocês lá!
Grande abraço.
Lab. Criativo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Culturada 2010.1

Acontece na Sexta feira ( 05/03) a Culturada promovida pelo DCE
COm as bandas Roma Negra, Entropia, Severina Chique e a Participação do
Laboratório Criativo, com a esquete "Conflito entre as almas".
A Culturada começa às 17:00 na quadra coberta da UESC..
Todos estão convidados!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

COMUNICADO

Olá Artistas, segue a programação do TEG – TEATRO DE EXPERIÊNCIA GRAPÍUNA no mês de dezembro. Espero vocês lá, divirtam-se... Muita merda pra todos. Laços


A estrela Maior, Texto/ Direção: Marquinho Nô - 18/ dezembro/2009 – sexta- feira, às 18 horas, Praça Camacã – Centro


O Camelô, Texto/ Direção Marquinho Nô -19/ dezembro/2009, sábado às 19 horas, BAR Momento ZEN – São Caetano


Minelvino , Texto/ Direção Marquinho Nô -20/ dezembro/2009, domingo às 17hs na abertura III MOSTRA GRAPÍUNA DE MONÓLOGOS, Centro de Cultura Adonias Filho ( Itabuna).


Poema “SONHO” , Texto/ Direção Marquinho Nô- 20/ dezembro/2009, domingo às 17hs na abertura III MOSTRA GRAPÍUNA DE MONÓLOGOS, Centro de Cultura Adonias Filho (Itabuna).


O Camelô, Texto/ Direção Marquinho Nô 20/ dezembro/2009, domingo a (quarta apresentação) da III MOSTRA GRAPÍUNA DE MONÓLOGOS (Itabuna).


Monólogo para um ator invisível, Texto: Marquinhos NÔ, Direção: Yêda Lima- 20/ dezembro/2009, domingo a (décima primeira apresentação) da III MOSTRA GRAPÍUNA DE MONÓLOGOS(Itabuna).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

FERIAS!!

O laboratório Criativo entra de ferias, junto com as ferias da UESC, voltaremos, juntamente com as aulas...
Desejamos a todo um Feliz Natal e Um ano Novo Cheio de Luz e Muita MERDA!

sábado, 14 de novembro de 2009

Homenagem à Carlos Marighella


O laboratório Criativo marca presença na prestação de homenagens à Carlos Marighella em memoria de seus 40 anos de morte.
Abrindo o evento o Laboratório fez uma pequena apresentação com um de seus poemas, intitulado "Liberdade"

Liberdade - Carlos Marighella
Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.

Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.

Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.

E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome.


A apresentação consistia em uma entrada ao som da musica de Vanessa da Mata, chamada minha herança, em movimentos duros, fortes e retos. Ao final da música nós três nos dirigíamos ao centro do ambiente e quebrávamos toda essa dureza de movimentos, passando então a fazermos movimentos leves. Dentro dessa roda recitávamos o poema e no fim corríamos cada uma pra um canto pré definido e desse lugar gritávamos: "Vai Carlos, Ser Marighella na vida!".
A apresentação constou com a presença de Elaine Bela vista, Márcia Mascarenhas e Tacila Sousa.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

FOTOS



Primeiras goticulas da apresentação que será feita na Semana de Consciencia negra.


Ensaio do Caso do Vestido
















Video Canto Iemanjá

primeira tentativa da performance a ser apresentada durante a semana da consciência negra (15 a 20 de Novembro)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Caso do Vestido

Caso do Vestido

Carlos Drummond de Andrade

Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?

Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.

Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?

Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.

Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.

Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.

O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.

Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!

Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.

Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.

E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,

se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,

chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,

me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,

mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.

Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,

beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.

Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,

me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,

que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...

Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.

Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.

Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.

Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.

E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.

Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.

Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,

só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.

Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.

Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.

O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,

mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.

Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.

Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.

Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,

visitei vossos parentes,
não comia, não falava,

tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.

Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,

perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,

minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,

minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.

Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.

Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,

pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.

Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,

que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,

última peça de luxo
que guardei como lembrança

daquele dia de cobra,
da maior humilhação.

Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.

Mas então ele enjoado
confessou que só gostava

de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,

fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,

me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,

me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,

bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,

dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.

Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito

de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.

Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.

Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?

quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?

quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?

quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?

Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.

Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.

Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada

vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,

mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,

põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,

comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,

comia meio de lado
e nem estava mais velho.

O barulho da comida
na boca, me acalentava,

me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito

de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.

Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.


Texto extraído do livro "Nova Reunião - 19 Livros de Poesia", José Olympio Editora - 1985, pág. 157.

Conheça o autor e sua obra visitando "Biografias".